CONT (...)As três da manhã as ruas de Londres eram o que podiamos chamar de recanto dos perdidos, lá estavam perdidos desde os mendigos do local até a nata da sociedade jovem londrina, eu rodava por lá algumas vezes, ora sozinha ora vestida de armários, aquilo me entediava eram só bêbados e drogados que ainda tinham os papais em seus encalços. Não que eu nunca fora uma bêbada ou uma drogada, mas acho que já havia saído da barra da saia da mamãe quando a encontrei morta junto com seu amante assassinada pelas ordens do meu pai, meu avô havia finalmente saído do manicômico onde morava há dez anos e foi morto na mesma época. Fiquei revoltada pelo jeito cruel do meu pai mas em briga de marido e mulher não sou eu quem iria meter a colher o mal já estava feito então prossegui com a minha vida, posso dizer que eu me tornei alguém de respeito.
Cambridge parecia mais a vontade que eu, conhecia desde drogados pobres de dinheiro a bêbados ricos pobre de espíritos, acho que ela também estava acostumada a viver entre ratos. Eu não havia pronunciado uma só palavra desde que a vi, somente a olhava com uma curiosidade espantosa.
-- Conheço você, o que eu vou dizer vai chocá-la pois vou dizer que conheço não só você como toda a sua família.
Agora eu estava intrigada, por um momento consegui vencer o hipnotismo que me rodeava e balbuciei umas poucas palavras.
--Como assim minha família?
Ela me olhava diretamente nos olhos, rolava ao fundo um rock extremamente pesado.
-- Típico não?
Acordei daquele novo transe momentâneo ainda desnorteada.
--Como assim?
-- O ambiento escuro, o rock pesado uma cena típica de filme de terror, vamos sair daqui.
Andamos mais um pouco e paramos em frente a uma boate, o local ainda estava cheio a música era ouvida do lado de fora.
-- E aí vamos entrar, tomar um blood mary quem sabe.
Ela realmente me conhecia, aceitei entrar. A música eletrônica invadia os meus ouvidos, chegamos ao bar e como previsto pedi um blood mary, apreciei o sabor da vodka descer minha garganta abaixo.
-- É incrível como certos líquidos podem nos trazer sensações maravilhosas.
Ela ainda me olhava de um jeito misterioso, depois do drink fomos para a pista de dança Cambridge não só conhecia o lugar como a maioria das pessoas que ali estavam, ficamos lá por pouco tempo.
-- A noite possui encantos que até você que esta acostumada desconhece, ela é tão maldita quanto bendita, é viciante, apaixonante, aos poucos você vai perceber que o dia é obsoleto, o sol venenoso e que tudo que você precisa esta bem aqui debaixo da lua.
Andamos por um tempo enquanto eu a ouvia falar, não me pronunciava quando dei por mim já estavamos afastadas de tudo e todos.
--Você disse que conheceu a minha família.
-- Você possui lindos cabelos negros e lisos e olhos castanhos, marca resgitrada dos mascates, os do seu irmão são os olhos mais penetrantes que eu já vi.
-- Você conheceu meu irmão?
-- O que você tem que entender é que nesse mundo perdido as coisas não são como parecem, tudo soa falso, intrigante não? Uma estranha aparece no meio da noite e fala tolices verdadeiras sobre você e sobre sua família. Seu irmão? Esse eu conheci muito bem, assim como o conheço agora, cópia fiel do seu pai, possui o mesmo ódio e rancor no coração sem motivo, a mesma rebeldia e o espírito jovem da matança.
Conforme aquelas palavras entravam na minha cabeça o meu cérebro embaralhava, eu não conseguia mover a minha atenção daquela mulher, as mentiras que ela me contava parecia tão verdadeiras quanto o ar que eu respirava naquele momento.
-- Como você pode conhecer o meu irmão se ele está...
-- Morto? É concordamos nesta parte, pode-se dizer que ele está realmente morto, mas não creio que isto seja um impedimento, afinal seu pai também esta morto e você tem visto ele na mansão algumas vezes.
-- Como...
-- Como eu sei? Simples, eu sei de muitas coisas que você não sabe, mas com o tempo irá descobrir.
-- Vai me dizer que você tambem vê o fantasma do meu pai e inclusive consegue ver o do meu irmão.
Tentava manter o tom irônico da minha voz como de costume, mas eu sentia a voz falhar a cada palavra.
-- Fantasmas creio que eles até existam, mas não acho que seu pai e seu irmão sejam um deles. Os meus cabelos foram dessa cor um dia, negros como a noite, optei pelo vermelho, não exitiu ou exitirá um mascate que não tenha esta cor de cabelo.
-- Você esta insinuando que é uma Mascate?
-- Menina esperta, sou a pioneira da família mascate, uma das matriarcas é uma família longa acredite.
-- Matriarca? Você só pode estar brincando comigo, você não parecer ser um pouco mais velha do que eu, na verdade creio que você tenha a minha idade.
-- Os meus vinte anos.. tempos bons não voltam mais... agradeço o elogio
Novamente olhava nos meus olhos, senti o frio percorrer a minha espinha o meu coração correr como uma lebre prestes a ser predada. Aqueles cabelos vermelhos voavam com o vento, a noite estava cada vez mais fria, por um momento seus olhos não pareciam tão castanhos podia jurar que estavam brancos, hoje posso afirmar que estavam.
-- Um dia eu já tive a sua idade, agora posso dizer que sou um pouco mais velha do que você.
O sorriso que ela abriu fez minhas pernas bambearem, eu poderia ficar a eternidade olhando-a sem comer ou respirar.
--Nem tudo aquilo que parece é minha linda, existem fatos reais e distorcidos ou ambos. Fato real: seu pai e seu irmão estão mortos, fatos que foram distorcidos: eles estão mortos e ambos: eles estão mortos.
Aquilo soava confuso e ela sabia, percebi que ela lia cada pensamento em minha mente e cheirava o medo que agora eu passava a exalar.
-- Abra sua mente para a realidade e feche-a para o medo, a consfusão é só a parte divertida para os que chamam de obrigação Não chamo de destino, pois para mim na verdade é mais uma escolha. Já ouviu falar em vampiros Britany?
Vampiros ela dizia, falava em um tom tão habitual que chegava a me assustar, se é que era possível me assutar mais.
-- Já vi que o estado de palidez combina com você, esse tom de pele ficou perfeito com o seu belo rosto.
Ela parecia se divertir com meu estado de pânico, encostada na parede me fitava pacientemente.
-- A essa altura do campeonato você já deve saber o que aconteceu com alguns dos membros de sua famíia creio vir daí o seu estado de pânico. Não precisa se preocupar, mas acredito também que você saiba o porquê da minha presença aqui esta noite.
Se eu fosse sensata sairia dali correndo, mas nunca na vida eu fora sensata não estava disposta a começar.
-- Foi o que eu pensei, o que eu estou oferecendo a você é mais do que somente a eternidade, é fortitude, presença, poder que não creio que você irá obter com sua reles vida mortal. Uma superioridade indescritível sobre estes que não passam de peões saborosos da vida noturna.
Como eu disse é uma questão de escolha, mas eu sei que você fará a escolha correta.
-- E como você pode ter tanta certeza?
-- Eu conheço muito sobre você, sou sua sombra desde que você completou quinze anos. Sei que nada nesta sua vida pacata faz sentido, sua vida é patética, você é uma criminosa porque o seu pai te obriga mas também não pode evitar de matar pois isso fortalece o seu espírito, noite após noite desde a morte de sua mãe você sonha com ela, porque esta realmente está morta, sei que você já sonhou comigo inúmeras vezes por isso aceitou minha presença naquele beco.
Aquele rosto era realmente mais do que conhecido, nas noites em que ela visitava meus sonhos eu acordava eufórica e nestas sempre acabavam em sangue, brigas banais ou mortes cruéis. A última noite que eu havia sonhado com ela? Esta mesma noite.
-- Eu sei que você sonhou comigo esta noite e que acordou impaciente, ficou o dia deitada na cama daquela mansão vazia, se refugiou no cair da tarde para aquela construção imunda, a frustração entalava a sua garganta e foi vomitada no instante em que a bala atravessou a testa daquele mesquinho tratante.
-- Ele teve o que merecia, o idiota me ameaçou com uma arma.
-- Não minta pra você mesma, ele não precisava ser morto o tiro poderia pegar qualquer parte do corpo mas não, você precisava ser fatal, mortal.
-- Mesmo que eu concorde com você, porque tem tanta certeza que eu quero me tornar isto?
-- Isto minha querida, você deseja com todo o seu ser, o gosto do sangue já está em você, tudo o que você precisa é bebê-lo.
O tom de sua voz passava de um sensual suave para irônico cruel, aquilo me exitava, se acreditasse em destino saberia que aquele era o meu.
-- Existe um mundo podre aí fora e você pode fazer parte dele se quiser, é uma mata, uma guerra cruel e aconselho que se você for escolher um lado que escolha o do predador e não o da presa. Desde pequena você ouviu falar sobre a nossa raça, histórias verídicas contada pelo seu louco avô e parte de você desejava que aquelas histórias mirabolantes fossem verdadeiras. Acontece que vocês, humanos, não sabem da existência de nós, vampiros, os que sabem acabam loucos ou mortos, fizemos seu avô passar por louco por mais de dez anos, pena que ele não era um mascate, sua perspicácia faria dele um vampiro e tanto.
-- Vocês mataram o meu avô? E quanto a minha mãe a mataram também?
-- Nada tivemos haver com a morte de sua querida mãe, seu pai na época era um humano com puro desejo de vingança, o mal imperava nele como impera hoje. Já o seu avô era um homem respeitável, poderia atrair alguma atenção para ele, não podiamos arriscar. O homem não compreende o que lhe é diferente principalmente se este ser diferente se alimenta dele. Não precisamos de holofotes sobre nossas cabeças, só queremo nos alimentar e viver eternamente e não creio que isto seja tão difícil de se entender.
Pela primeira vez na noite ela aproximou-se de mim senti a parede imprensada nas minhas costas e seu corpo aproximando-se do meu, sua pele era gélida, mas não era aquilo que no momento me causava arrepio.
-- Como eu já havia dito, sei qual é a sua escolha, sei o que você deseja, neste momento você me odeia por toda a verdade revelada, mas ao mesmo tempo deseja tanto isso que chega a odiar você mesmo. Já passa das quatro e a noite é curta, o momento é o mais propício para um adeus, um adeus a esta patética coisa que você chama de vida.
Ela se aproximava do meu rosto, sussurrava cada palavra atravessando minha alma.
-- O beijo é como chamamos, não há sensação mais prazerosa tanto pra mim quanto pra você, em seguida irá ser abraçada e depois o mundo e o submundo estarão ao seu alcance.
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4 comentários:
Sensacional...só precisa de uma revisão gramatical...eu sei como é f..escrever direto sem revisar o texto...
Cara!!!!!!
Pqp..seu texto está f o d a !!!
É o seu prelúdio???
ok..vc acabou de me ligar..kaka
Vou ler a 1ª parte, ok..vc venceu dark angel ..uhuhuhuhu
Bessos da Liah!!!!
Eita Anjenha O.O
nem me avisa q fez blog neh?
¬¬"
Tive q descubrir fuçanu seu orkut... Mais releva...
Eita Anjenha
o.O
Se essa for akela web q vc tava me falando... Tah mto¹²³ show ^^
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E vc vai msm me fazer ler neh?
soh pq eu num gosto mto de ler
¬¬"
Pq eo vo vim aki direto
hihi
Te inxe os pacová
=P'
BzãO Anjenhaaaaa
=P'
Saudações,
Certamente esse será um dos momentos mais esperados da vida da sua cara personagem....Ela não arrependerá...O beijo será inesquecível...
Beijo Bridge
metáforas que hoje em dia são a mais pura realidade da sua personagem.....o tempo cura tudo, até um beijo vampírico mal dado...uhuhuhuhuhuhuhuuhuh...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk pode falar essa minha ambiguidade agora foi genial!!!! eu sou d+...eu me amo em genero,modo, numero,grau e d+ flexões cabíveis....
bjs darkangel
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