segunda-feira, 19 de novembro de 2007

III-- O limite? A eternidade

(cont)">Era incrível como aquele contato me alucinava, era incrível como não sentia a sua respiração. Sua boca congelante aproximava-se do meus pescoço, senti minha respiração triplicar e meu coração arrebentar a cada batida, seus dentes aos poucos cravavam em mim, penetravam profunfamente, mais profundo do que somente peles e veias. Senti o mais puro prazer que ela havia mencionado, poderia morrer ali não importava, a terra poderia exlodir, o solo me engolir nada mais me importava. Meu corpo enfraquecia a cada segundo, minhas pernas já perdiam as forças, sentia que ia desmaiar, lutava contra, precisava sentir aquele prazer acordada. As minhas palpebras foram ficando pesadas, sentia a vida esvair do meu corpo sei que tudo acontecia muito rápido, mas o prazer se apossava de mim em câmera lenta. O sono parecia ser mais forte que todas as minhas forças, mas ainda ouvia sua voz ao fundo.
-- Sinta isso que você chama de vida esvair ao poucos, estranho não é, estar tão perto da morte sendo você a vítima, logo ela sua companheira de sempre, pois alegre-se a morte ainda continuará te acompanhando.
Clichê eu dizer que toda a minha vida passou pelos meus olhos, sei lá, eu sabia que não iria morrer ou iria? Na verdade eu não fazia idéia. O cheiro, esse foi inesquecível, o cheiro que eu sentia toda noite naquela construção, agora eu entendia, finalmente entendia.
-- Engraçado não? Estar perto do fim, mas você minha linda está perto do começo.
Eu já não sentia meu corpo, sentia somente frio, senti algo quente em meus lábios. Ao fundo aquela voz doce mandava eu beber o que estava em meus lábios, eu obedecia, só obedecia. Não sei necessáriamente quando acordei, mas sugava seus pulsos como a criança que busca o leite materno, aquele era meu leite matando o que hoje chamo de fome.
-- Beba criança, o mais saboroso nectar.
Não posso explicar a sensação que tomou conta de mim, não faria vocês imaginar um terço do que eu senti assim como não se explica o gozo da carne para aqueles que nunca o alcançaram.
Meus olhos despertaram, não mais respirava, meu coração não mais batia oras ele nunca fora de muita serventia, para mim já não fazia diferença. Meu corpo estava morrendo conforme ela me explicava, doía uma dor aguda profunda que me fazia gritar. O corpo obsoleto digamos que deixado pra trás e toda eternidade a minha frente. Na hora não pensava nisso, a fome já se apossava de mim como um vírus que domina seu organismo sem a cortêsia de pedir licença.
Naquela noite ela sorriu para a mim, a morte, Cambridge, a fome. Senti meu corpo arder em loucura, minha pele gelada, pude ver a cor da minha pele num reflexo no chão, estava pálida, estava linda, estava livre. Nesta mesma noite saímos para caçar, minha primeira vítima foi como a droga que ansiava toda vez que a dor se abatia sobre meu ser, agora eu sabia, seria aquela a minha felicidade....pena que ela depende do fim de outros...mas isso eu nunca me importei em vida...não me importarei agora em morte....(fim)....(?)

2 comentários:

Unknown disse...

Saudações minha cara,
não há cometários para serem feitos só que me arrepiei...


Beijos,Bridge

Lu Oliveira disse...

Vampirismo puro...uhuhuhuhuh...bessos
Dark angel;;;rs